quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Museu virtual da Inconfidência já está a disposição dos internautas!

 O museu virtual da Inconfidência já está a disposição  de todos! Confiram aqui!

Ouro Preto – Minas Gerais
O Museu da Inconfidência nasceu da motivação do governo Getúlio Vargas e de alguns intelectuais da época de se resgatar a memória da luta por um Brasil autônomo, unido e independente. Assim, o sentido de liberdade poderia não apenas ser preservado, mas revivido por cada visitante que por aqui passasse. A missão foi cumprida e, depois de anos de existência, pesquisa e uma reforma que culminou no aparelhamento da instituição com as novidades do século XXI (vinte e um), o Museu da Inconfidência está aberto para o público para contar um pouco desta história para as pessoas.
O ACERVO
Com apenas um clique, o internauta poderá já no primeiro andar do prédio mergulhar no universo da antiga e próspera Vila Rica. O visitante verá que mais do que uma cidade, uma obra de arte urbana motivada por uma opulenta sociedade que se formou em torno da política de exploração do reino português. Através de objetos e documentos vemos como uma fartura se esvaia nos impostos abusivos taxados pela coroa formando o quadro motivador para a jovem sociedade mineira alimentar um profundo estado de indignação e revolta e consequente desejo de liberdade.
Subindo as escadas, o visitante também poderá ver de perto o primeiro momento da arte brasileira sob influência sacra e traço barroco. As peças expostas trazem uma dimensão mais humana da cultura e da estrutura de criação artística da época. A originalidade dos seus criadores forma o diferencial enriquecedor, pois supera todas as limitações e jugo colonial. Descobrimos que a madeira, a prata e a pedra sabão refletem, portanto, de forma indireta, as ideias de liberdade da conjuração mineira.
O MUSEU
Além de toda exposição do passado, o Museu da inconfidência é uma instituição afinada com o seu tempo. Ele promove a identidade, a memória e a cultura através de um laboratório de conservação e restauração, um auditório e a Sala Manoel da Costa Athaíde, que recebe exposições de artistas contemporâneos. No anexo III, na Casa da rua do Pilar, funcionam ainda a Biblioteca, com cerca de 20 mil volumes; o Setor Pedagógico, que desenvolve atividades que estimulam o exercício da cidadania e a valorização do patrimônio histórico; os serviços administrativos; o Arquivo Colonial (40 mil processos judiciais que tiveram curso no período colonial, o Acervo Curt Lange de originais da música colonial, documentos sobre a Inconfidência, sobre processo eleitoral, etc) e os setores de documentação e pesquisa e de musicologia.
Fonte: site do museu

Museu da Inconfidência
Praça Tiradentes, 139 – CentroOuro Preto - Minas Gerais - BrasilCEP: 35400-000Telefone: +55 (31) 3551-1121 e (31) 3551-5233www.museudainconfidencia.gov.br/
Visitação: Terça a domingo, das 12h às 18h.Venda de ingressos até 17h30min.
VALORES DO INGRESSO:
Inteira: R$ 8.Meia-entrada: R$ 4.
Têm direito à meia-entrada:Estudantes, mediante apresentação de carteirinha escolar ou declaração da escola; Idosos brasileiros acima dos 60 anos de idade, mediante apresentação de RG.

domingo, 30 de outubro de 2011

NEC - Núcleo de Educação Continuada


O NEC - Núcleo de Educação Continuada é um projeto da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense/Universidade do Estado do Rio de Janeiro - FEBF/UERJ que desde 1999 promove ações acadêmicas de extensão, pesquisa e ensino voltadas para a formação inicial e continuada de professores no campo de educação para a paz e o desenvolvimento sustentável.

Conheça o NEC e seus projetos.

domingo, 24 de abril de 2011

Coleção Educadores - Obras sobre a educação reúnem grandes autores do Brasil e do exterior


Saiu a “Coleção Educadores”, organizada pelo MEC/UNESCO, no qual comparecem sessenta e um educadores escolhidos, dentre os quais, Anísio Teixeira, Manoel Bonfim, Nísia Floresta, Armanda Álvaro Alberto, Bertha Lutz, Cecília Meirelles, Helena Antipoff, Pachoal Lemme, Fernando de Azevedo, Lourenço Filho, Rui Barbosa, e Paulo Freire, dos brasileiros focalizados. Trata-se de um projeto editorial bem ousado.

Segundo notícias veiculadas no portal do Ministério da Educação (MEC), os exemplares serão distribuídos em 185 mil conjuntos da coleção para escolas públicas da educação básica, em bibliotecas de universidades, de faculdades de educação e públicas. Ainda segundo notícias oficiais, de dezembro de 2010, ainda disponíveis no portal, “o lançamento faz parte das atividades de comemoração dos 80 anos de criação do MEC, (...) e integra as iniciativas do governo federal de formação inicial e continuada de professores das redes públicas estaduais e municipais. Cada volume traz uma apresentação do ministro da Educação, Fernando Haddad, um ensaio sobre o autor, a trajetória de sua produção intelectual na área, uma seleção de textos — corresponde a 30% do livro — e cronologia. A última parte apresenta a bibliografia do autor e das obras sobre ele. Cada volume tem, em média, 150 páginas. Na apresentação, Haddad explica que a coleção surgiu da necessidade de pôr à disposição dos professores brasileiros obras de qualidade para mostrar o que pensaram e fizeram alguns dos principais expoentes da história educacional e do pensamento pedagógico nacional e internacional. Divulgar e democratizar conhecimentos na área são objetivos da iniciativa do MEC. Para a identificação e a escolha dos educadores que compõem a coleção, o ministro instituiu comissão técnica em abril de 2006. Coube aos integrantes dessa comissão estabelecer critérios e orientações para a execução dos trabalhos e fazer as recomendações à Editora Massangana, da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), responsável pela edição dos textos.

A publicação é uma iniciativa do Ministério da Educação em parceria com a Fundaj, órgão vinculado ao MEC, e com a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco). A distribuição ficará sob responsabilidade do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Uma série de atividades antecederá a chegada da coleção às escolas e mostrará aos professores a importância das obras. De dezembro deste ano a abril de 2011, a Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão do MEC responsável pelo Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica, promoverá ciclo de webconferências sobre cada um dos 61 autores. A Secretaria de Educação a Distância (Seed) do MEC vai apresentar, na TV Escola, uma série de documentários sobre esses educadores e o Centro de Memória da Educação e Cultura no Brasil, que funciona no Palácio Capanema, no Rio de Janeiro, organizará seminários sobre os autores”.

 
É só acessar: Domínio Público
(Por Rita)

terça-feira, 5 de abril de 2011

Projeto "Sextas Musicais"

O Teatro Municipal Raul Cortez abre na sexta-feira, dia 8 de abril, às 19h, o Projeto “Sextas Musicais”, inserido em sua programação anual a partir de agora.
Black Bird Beatles Cover / Foto: Divulgação

A estréia será com a banda carioca Black Bird Beatles Cover. O grupo, que tem em sua carreira mais de 800 shows, chegou a participar, em agosto de 2004, da Semana Internacional Beatles (International Beatle Week), quando fez nove apresentações em Liverpool, cidade natal da banda inglesa mais famosa do planeta.

Mais do que um grupo de amigos que tocam juntos, a Black Bird Beatles Cover é um trabalho sério e profissional de entretenimento. O objetivo é reproduzir com a máxima fidelidade as gravações originais dos Beatles, inclusive as músicas que jamais foram executadas ao vivo pelos eternos rapazes de Liverpool. Com um roteiro de show cuidadosamente elaborado, a diversão é garantida nas suas apresentações: a platéia aprecia atenta as músicas mais complexas e jamais termina um show sentada.

O grupo é formado por Aisse Gaertner (guitarra, violão, baixo, percussão e voz), André Filho (guitarra, violão, baixo, teclado, percussão e voz), Bruno Audi (guitarra, violão, gaita, percussão e voz), Bruno Viana (teclados e percussão), Thiago Peguet (baixo, violão, teclado e voz) e Xande Maio (bateria, percussão e voz).

Ingressos custam R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia) e R$ 20 (antecipado).
A bilheteria do Teatro Municipal Raul Cortez funciona de 4ª a 6ª feira, das 14h às 19h, sábados das 9h às 12h e das 14h às 20h, e domingos das 14h às 19h.
O telefone de contato é 2771-3062, de 2ª a 6ª feira, horário comercial. O endereço eletrônico é producaotraulcortez@gmail.com.
Endereço: Praça do Pacificador, s/nº, Centro

domingo, 16 de janeiro de 2011

Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações

O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) possui um catálogo coletivo das teses brasileiras acessível aqui.
Assim, a partir de um único portal, as teses/dissertações das instituições cooperantes (entre elas a UERJ) podem ser localizadas e consultadas na íntegra.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Plano de aula - Educação para o trânsito - Filme "Carros"

TÍTULO: 
FILME “CARROS” – EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO


FAIXA ETÁRIA: 6 e 7 anos

CRONOGRAMA DE TEMPO ESTIMADO: 1 aula de 4 horas

DISCIPLINAS A SEREM TRABALHADAS: Ciências, História e Geografia

OBJETIVOS:

- Desenvolver atividades lúdicas.
- Identificar sinais e placas.
- Ler simbolicamente.
- Trabalhar com regras.
- Estimular a socialização e o trabalho em equipe.
- Trabalhar a coordenação motora e espacialidade.
- Desenvolver a consciência para o trânsito
- Trabalho em equipe
- Socialização
- Construção de valores.

RECURSOS OU MATERIAIS NECESSÁRIOS: DVD, filme, gravuras, cartolina, papelão grosso, canetinha, cola, giz de cera, tinta guache, pincel e tesoura.

DESENVOLVIMENTO:

Atividade

• Reunir a turma para a exibição do filme “Carros”;

• Fazer a introdução do filme, comentar sobre o que o filme irá tratar a sinopse do filme;

• Após a exibição do filme, conversar com os alunos se o filme lhes agradou, o que acharam mais interessante e o que tiraram de lição (trabalho em equipe, humildade, amor ao próximo etc.), focando sempre a cidadania;

• Construir e discutir de maneira conjunta com os alunos, conhecimentos básicos sobre poluição, e os impactos que a mesma pode trazer para o meio ambiente;

• Identificar alternativas ao uso do automóvel, discutir e analisar situações que requerem segurança;

• Indicar e problematizar os malefícios causados pelo rápido aumento do número de carros, que podem ser sentidos em diversos setores. Nas ruas sempre cheias, na dificuldade cada vez maior de circular a pé, no aquecimento global e na poluição do ar, que afeta a saúde principalmente de crianças e idosos;

• Explicar quanto ao respeito da sinalização e falar sobre os cuidados que devemos ter ao atravessar a rua, como: observar as cores dos sinais e sempre olhar para os lados. Citar dicas de segurança em geral, utilizando gravuras como demonstração, como:

a) andar no banco traseiro;
b) dar dica para o adulto obedecer ao semáforo;
c) lembrar o adulto de verificar as condições dos pneus;
d) ficar atento, não distrair o motorista;
e) respeitar áreas de escola e hospitais, não jogar lixo pela janela;
f) ficar atento no trânsito, olhar para os dois lados antes de atravessar a rua e se vier carro, não passar;
g) respeitar o guarda de trânsito.

• Problematizar com os alunos os perigos de uma má sinalização, a incidência de acidentes, a responsabilidade do governo na manutenção das estradas e rodovias, levantar questões a respeito do filme em relação à omissão do governo quanto as estrada;

• Registrar um texto coletivo com os alunos a respeito de tudo o que foi vivenciado nas últimas aulas, onde eles poderão desenhar suas impressões e/ou o que mais lhes chamou atenção;

• Expor o texto no mural da sala ao alcance das crianças;

• Música: Trânsito

Faça o trânsito andar
Não deixe a cidade parar
Faça o trânsito andar
Não deixe a cidade parar

No vermelho, pare
No amarelo, atenção,
No verde, siga
Se, é a sua direção

Respeite as faixas e as placas
O apito do guarda também

Faça o trânsito andar
Não deixe a cidade parar

AVALIAÇÃO:

A avaliação ocorrerá durante o desenvolvimento das atividades, será observado o desempenho das crianças, o envolvimento e a participação das mesmas nas atividades propostas e no reconhecimento das placas e sinalizações de trânsito nas atividades propostas em sala.

Esse trabalho foi realizado a partir do texto: A Disneyzação da cultura infantil do Henry A. Giroux pelas alunas: Edna Gomes, Noemi Cruz e Simone Marta.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Documentos de identidade - uma introdução às teorias do currículo - Basil Bernstein – códigos de reprodução cultural

Tomaz Tadeu da Silva em seu livro: Documentos de identidade - Uma introdução às teorias do currículo traça um mapa dos estudos sobre currículo, dos anos vinte, até às atuais teorias pós-críticas.. Os capítulos são curtos, porém trazem as principais perspectivas sobre currículo.
Basil Bernstein, sociólogo inglês, é retratado em um capítulo denominado: códigos de reprodução cultural. O autor faz uma análise do currículo, segundo Bernstein, revelando seus códigos e reprodução cultural. Não usa o termo currículo, por justamente ocupar-se da palavra código, como sendo substituta do primeiro termo, sendo sua teoria uma forma sociológica de ver o currículo, pois está preocupado com as relações estruturais que o constituem. Bernstein quer saber como se dá a estruturalização do código. Usará a análise identificando os currículos de coleção, que são separados por disciplina, e o currículo integrado, que contempla a interdisciplinaridade.



Quando chega à escola, a criança é portadora de uma linguagem. Esta linguagem servirá para se exprimir, para comunicar, para se relacionar com os outros, ou seja, para se socializar. essa linguagem nasce a partir do crescimento físico e mental, sendo fruto do meio sócio-cultural da qual a criança faz parte. Mas esse desenvolvimento nem sempre ocorre de mesma maneira. O meio sócio-cultural e as relações familiares são fatores que podem modificar esse processo.
Basil Bernstein desenvolve alguns conceitos fundamentais e entre eles classificou e identificou dois padrões de fala: o código restrito e o código elaborado. É a posição social que determina o código a ser aprendido. O código restrito é usado, normalmente, entre as classes sociais mais baixas, sendo menos informativo e o código elaborado, usado, mais frequentemente, pela classe média, possui mensagens mais complexas.

A língua não é só um instrumento de comunicação ou conhecimento, é também um instrumento de poder e controle. Torna-se por isso necessário que o professor conheça os seus alunos, com as suas características pessoais, as suas capacidades, as suas dificuldades, o grau de autonomia e socialização.

Resumindo o capítulo: Basil Bernstein - códigos de reprodução cultural, temos:

  • O conhecimento educacional formal realiza-se por 3 sistemas de mensagem intimamente imbricados: currículo, pedagogia e avaliação.

  • Preocupação com as relações estruturais entre os diferentes tipos de conhecimento que constituem o currículo.

  • Percebe o currículo tradicional como fortemente classificado, em contraposição ao interdisciplinar.

  • Diferentes códigos culturais:

  1. Código elaborado : relativamente independente do contexto local.

  2. Código restrito : o “texto” produzido na interação social é fortemente dependente do contexto.

  • Aprende-se o código em diversas instâncias sociais , dentre elas a família e a escola.

  • O aprendizado dos códigos culturais ocorre de forma implícita , na vivência das estruturas sociais em que o código se expressa.

  • Esforço em compreender as razões do fracasso educacional e o papel das diferentes pedagogias no processo de reprodução cultural .

  • Atenção para a diferença entre o código elaborado proposto pela escola e o código restrito dos estudantes de classes populares .

  • Questionamento do papel da escola no processo de reprodução cultural e social .
SILVA, Tomaz Tadeu Da. Documentos de identidade - uma introdução às teorias do currículo. 2 ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.

Indagações sobre Currículo - Educandos e Educadores: seus Direitos e o Currículo


Fazendo parte da coleção Indagações sobre Currículo, editada em 2007 pela Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação do Brasil temos o texto Educandos e Educadores: seus Direitos e o Currículo de Miguel G. Arroyo que nos oferece uma profunda reflexão sobre aspectos do currículo.


Para Arroyo (2007) algumas questões merecem destaque, “o currículo, seu ordenamento, suas hierarquias, a segmentação dos conhecimentos em disciplinas, cargas horárias não condicionam nosso trabalho?”. “Os esforços por formas de trabalho docente mais humano não estão condicionados pelo ordenamento dos currículos?”. Além disso, “como a organização curricular condiciona a organização da escola e por consequência do nosso trabalho?”. E “que organização dos currículos e da escola tornará nosso trabalho mais humano?”. Depois: “que lógicas, concepções, valores regem, legitimam essa organização?” “São igualitárias, democráticas, inspiradas no referente político da garantia do direito de todos ao conhecimento, à cultura, à formação como humanos?” “São lógicas que permitem a humanização do trabalho dos profissionais das escolas?” “que igualam ou hierarquizam os docentes?”. Essas e algumas outras questões são abordadas, e o autor deixa claro que estas indagações sobre o Currículo nos levam a repensar lógicas e valores que estruturam a organização curricular.


Arroyo (2007) afirma que deve-se reagir à condição de aulistas e avançar na autoria de nossa prática, reivindicando horários de estudos, planejamento, tempos de atividades programadas, tempos coletivos. Temos assim, sujeitos mais qualificados e com maiores tempos de qualificação e controle de seu trabalho. Constata-se que dessa forma ameniza-se o mal-estar nas escolas na relação educando e educador. Além de outras questões como indisciplinas, desinteresse e problemas de aprendizagem.
De acordo com Arroyo (2007), os educandos devem ser reconhecidos como sujeitos da ação educativa e não vê-los apenas como empregáveis, como mercadoria para o emprego. Os educadores por sua vez, nessa perspectiva são vistos como treinadores e preparadores de mão-de-obra habilitada. Superar essa visão será precondição para repensar os currículos. Segundo o autor,

Guiados pelo imperativo ético do respeito aos educandos, como sujeitos iguais de direitos, seremos levados a construir novas formas de ordenamento dos conteúdos que garantam não apenas o direito igual de todos ao conhecimento, à cultura, aos valores, à memória e à identidade na diversidade, mas que garantam a igualdade de todo conhecimento, cultura, valores, memórias e identidades sem hierarquias, segmentações e silenciamentos. (ARROYO, 2007, p.38)

Dessa forma, vê-se os educandos na “sua totalidade humana, como sujeitos cognitivos, éticos, estéticos, corpóreos, sociais, políticos, culturais, de memória, sentimento, emoção, identidade diversos... Vê-los não recortados nessas dimensões, mas em sua totalidade humana”. Assim, incorporando a formação dessa pluralidade de dimensões, consequentemente enriqueceremos os currículos, a docência e a pedagogia.

Acabamos assim nos defrontamos com dois referentes na organização curricular: o referente do mercado e o referente dos direitos dos educandos e educadores. Afinal, o que fazer? Se equacionamos os conhecimentos e as competências no referente do mercado, nós nos limitamos e cosequentemente temos uma visão utilitarista, parcializada e segmentada do conhecimento e do currículo. Porém, se equacionarmos esses mesmos fatores no referente do direito de todo ser humano,  nós teremos um currículo mais plural e rico. Um currículo que não secundarize, antes inclua com destaque, mas com o direito, a oralidade, a escrita, a matemática, as ciências e as técnicas de produção, o domínio dos instrumentos e equipamentos culturais produzidos para qualificar o trabalho como atividade humana.


ARROYO, Miguel G. Indagações sobre Currículo: Direitos e o Currículo. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria da Educação Básica, 2007, 52p.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Indagações sobre Currículo - Currículo e Desenvolvimento Humano


Muitos questionamentos aparecem com relação ao currículo. O que se entende por currículo? Como construir, organizar e implementar um currículo? O que é um bom currículo? Para que serve? Fazendo parte da coleção Indagações sobre currículo, editada em 2007, pela Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação do Brasil o texto Currículo e Desenvolvimento Humano de Elvira Souza Lima traz a resposta para algumas dessas questões. A autora recorre a áreas como: psicologia, neurociências, antropologia, lingüística e artes.

Para Lima (2007) a escola garante a continuidade da espécie, “socializando para as novas gerações as aquisições e invenções resultantes do desenvolvimento cultural da humanidade”. Para que houvesse uma maneira de transmitir novas formas de saberes que estavam sendo criadas, sentiu-se a necessidade de criar um espaço e um tempo separado da vida cotidiana para que as gerações se encontrassem. Para a autora a tarefa do adulto hoje é a de promover o processo de humanização. A humanização é considerada como o desenvolvimento cultural da espécie. Lima (2007) acredita que um currículo democrático deve visar a humanização de todos, provendo e facilitando o acesso de tudo o que não está acessível às pessoas: bens culturais, equipamentos, instrumentos das ciências e das artes.
Segundo a autora, não há currículo inocente, pois “ele sempre implica em uma opção e esta opção poderá ou não ser favorável ao processo de humanização”. E um currículo que visa a formação humana necessita ser situado historicamente (pois ocorrem mudanças ao longo do tempo), está sempre aberto para a introdução de novos conhecimentos e está a serviço do respeito à diversidade, voltado dessa forma para a inclusão.
Constata-se, também, que o conhecimento individual vai influenciar no conhecimento coletivo para uma sociedade voltada para a humanização. O conhecimento é um bem comum e o currículo é o instrumento que pode ser usado para essa socialização. O conhecimento será resultado de como se organiza as informações em redes de significados, através de símbolos, da percepção, da memória, da atenção e da imaginação. O vídeo abaixo apresenta alguns desses elementos:


De acordo com Lima (2007), as atividades fundamentais para a aprendizagem dos conhecimentos escolares são: leitura, observação, registro, organização, relato e comunicação. A autora afirma que “elas desenvolvem comportamentos relacionados a perceber, refletir, compreender e expor. Desenvolvem redes neuronais que são base para a formação de conceitos, apropriação de método, criação de categorias de pensamento”.

Leitura: atividade de estudo mais essencial à espécie;
Observação: realizada pelos sentidos humanos e ampliada pelo movimento;
Registro: suporte externo para a memória;
Organização: atividade de pensamento externalizada (serve apenas para quem ou faz) ou visa também uma comunicação ao outro;
Relato: organiza as informações ou dados e exige uma narrativa com consistência interna, coerência e sequência lógica;
Comunicação: temos inúmeras maneiras de comunicar ao outro, ideias e informações. São exercícios da função simbólica (substitui os objetos reais por símbolos, signos, palavras e representações que evocam na sua ausência).

Cada um deve construir seus métodos próprios de aprendizagem e desenvolver a autonomia para se utilizar das fontes de conhecimento formal. Assim, permite que o educando desenvolva a consciência do conhecimento e de suas aplicações. E temos que a orientação dos currículos está intimamente relacionada com a dinâmica da sociedade. Ocorre por um percurso contínuo da aprendizagem, do desenvolvimento humano e da socialização.

Já este vídeo apresenta algumas conceitualizações de currículo. Confira!


Lima, Elvira Souza. Indagações sobre Currículo: Currículo e Desenvolvimento Humano. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria da Educação Básica, 2007, 56p.

sábado, 3 de abril de 2010

O Ateneu - Raul Pompéia

A leitura do romance 'O Ateneu' representa um mergulho nos costumes e modos de viver da segunda metade do século XIX, a partir da vida cotidiana de um internato para meninos. Foi uma época de grandes modificações na sociedade brasileira - o Império chega ao seu fim e, depois de muita campanha e luta política pelo fim da monarquia e pelo fim da escravidão, o Brasil entra na Primeira República (1889).

Autor: Raul Pompéia
Editora: Ateliê Editorial
Tamanho: 490,50 KB
Formato: Pdf
Idioma: Português

*Download do site: Domínio Público

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Sem reprovação no fim do ano


* Clique na imagem para ampliar

No final de novembro de 2009, o jornal EXTRA publicou uma reportagem: Sem reprovação no fim do ano, onde a Secretaria de Educação do Rio decidiu aplicar uma prova nesse ano (2010) para alunos com conceito insuficiente.
Essa medida tomada pela secretária municipal de educação, Claudia Costin, retardaria a reprovação dos alunos do Rio e foi tomada no ano em que o prefeito do Rio Eduardo Paes acabou com a aprovação auomática.
No dia 16 de dezembro de 2009, foi tomada a decisão para a reprovação, no úlimo conselho de classe que ocorreu ano passado. Os alunos que receberam conceito global I (insuficiente) ou R (regular) teriam uma segunda chance. Todos receberiam um dever de casa de férias nas matérias em que tiveram dificuldades. E, na primeira semana de aula, o estudante começa o ano letivo na série seguinte, onde deverá entregar as lições prontas. A partir daí haverá uma revisão de 30 dias, para toda a rede, o aluno fará uma nova prova das matérias que ficou com nota baixa. Só assim, a criança será aprovada ou reprovada.
Essa medida dividiu especialistas no assunto. Para o professor Emílio Araújo, da Faculdade de Educação da UFRJ a chance de um aluno ser aprovado seria nula. Já para Mirian Paúra, da Faculdade de Educação da UERJ a novidade seria benéfica. Os dois educadores, apesar de visões diferentes, têm razão em seus argumentos. Emílio Araújo coloca que "para um aluno com aprendizado deficiente, sozinho em casa e sem apoio da família, a chance de sucesso é zero." O educador talvez tenha sido radical ao dizer que a chance de sucesso seja zero. Porém, acerta ao colocar que um aluno que já tenha deficiência de aprendizado, sozinho e sem o apoio da família (já que muitos  não sabem ou não tem interesse em ajudar) consiga sucesso, principamente na questão de seu real aprendizado. Mirian Paúra também acerta ao colocar que " da mesma forma que não há razão de se passar automaticamente, também não há reprovação pela reprovação. [...] Reprovar por reprovar não leva a lugar algum. De repente, a falha está na própria escola, não no aluno." Portanto, apenas reprovar ou aprovar automaticamente não tem sentido. Onde fica a questão da aprendizagem aqui? A falha realmente pode estar na escola e não no aluno, como Mirian disse. Qual o papel da escola frente às dificuldades dos alunos? As crianças com dificuldades de aprendizagem não são crianças incapazes, apenas apresentam alguma dificuldade para aprender. Muitas dificuldades de aprendizagem são decorrentes de metodologia inadequada, professores desmotivados e incompreensivos, a inexistente relação entre o professor e o aluno, ... É papel da escola esforçar-se para que a aprendizagem seja significativa para o aluno.
A reportagem ainda coloca um gráfico com os resultados dos estudantes da rede municipal:


* Clique na imagem para ampliar

O que temos é um quadro preocupante:
- uma piora da avaliação média dos alunos do 4°, 7° e 8° anos;
- os alunos apresentaram média geral abaixo de 50 (o mínimo desejado);
- as notas mais baixas são em matemática;
- a partir do 6° ano, o desempenho dos alunos em português despenca;
- o 5° ano tem melhor resultado, com um crescimento de 21,5%



Depois de toda a polêmica gerada sobre a segunda chance aos alunos das escolas municipais que apresentaram baixo desempenho, a secretária municipal de Educação do Rio, Claudia Costin, decidiu então estipular novos prazos para a entrega do dever de casa de férias e para a realização da prova de segunda chance. Todo esse processo acontecerá agora antes do início do ano letivo, no dia 18 de janeiro de 2010. A resolução SME n° 1046, dispõe sobre essa dita recuperação de aprendizagem.
Receberam uma segunda chance os alunos que tiveram conceito global insuficiente (I) por desempenho considerado fraco em até três disciplinas (português, matemática, geografia, história ou ciências). Depois do conselho de classe, que aconteceu no dia 10 de dezembro, o estudante recebeu um dever de casa para fazer nas férias, nas matérias em que teve mais dificuldade e esse aluno terá que entregar o dever pronto no dia 18 de janeiro, quando fará a prova de segunda chance, que será elaborada pela Secretaria Municipal de Educação. O resultado da avaliação será conhecido no dia 21 de janeiro.
Para os alunos do 9° ano, o prazo foi antecipado. Como esses adolescentes entrarão no ensino médio, tiveram apenas uma semana para fazer o dever de casa de férias, entre 10 e 17 de dezembro. Nesse período, puderam tirar dúvidas com os professores na escola. E no dia 17, além de entregar o dever pronto, fizeram a prova de segunda chance.
Uma das principais mudanças é a reprovação dos alunos que tiverem desempenho fraco ou conceito I em mais de três matérias, além do conceito global insuficiente. Esses estudantes não terão direito à segunda chance e já foram considerados reprovados no dia 10 de dezembro.
O reflexo disso foi a reprovação de mais 49 mil alunos nas escolas municipais, correspondendo a 11,30% da rede, com 436.313 alunos matriculados. Dos 49.325 reprovados, 7.632 são por falta. Outros 55.839, que representam 12,69%, vão fazer segunda época. O número de reprovados não inclui os 28 mil estudantes analfabetos funcionais, que passam por programa especial de aprendizagem nas escolas.
A secretária municipal de Educação, Claudia Costin, disse que a quantidade de alunos reprovados era esperada e culpa essas deficiências provocadas no aprendizado à aprovação automática, que entrou em vigor na gestão Cesar Maia.
O 6º ano — que concentra grande parte dos analfabetos funcionais da rede — é a série que teve o maior número de repetência por falta: 2.064. Em seguida, aparece o 8º ano, com 1.202. O 6º ano, assim como na questão das faltas, é o que teve mais repetentes: 18.022.

Por tudo o que foi visto nas reportagens, temos um quadro realmente preocupante. A reprovação pode ser consequência de vários fatores, isolados ou em conjunto. Existem dificuldades que estão ligadas à questão da aprendizagem anterior, como falta de base, aulas desinteressantes, sistema de avaliação, questões psicológicas e relacionamento com os professores e colegas.
Mas afinal, a preocupação é a aprendizagem ou a construção de resultados que podem vir?
O que deveríamos ter são todos os fatores já mencionados, servindo de instrumentos para o desenvolvimento do processo de aprendizagem e não visando só o resultado. Auxiliando portanto no processo de educação. Para o serviço e progresso do aluno.
Algumas propostas são viáveis e focam nessa preocupação com a aprendizagem. Uma proposta é a relação professor-aluno-família, que deve acontecer. Se todos trabalham em parceria e em função dos desvios que podem surgir ao longo do processo de aprendizagem, muitos problemas podem ser corrigidos. Outro aspecto importante que pode fazer a diferença, é que as pessoas acham que se não houver reprovação, não há aprendizado. É uma questão de cultura. Em países desenvolvidos repetência não existe. Não podemos ser a favor da aprovação automática, mas também a favor da cultura da reprovação. Reprovação pode desestimular o aluno e provocar sua evasão. A proposta dos ciclos e mesmo as dependências em matérias podem também ser adotados. Mas requer planejamento e não apenas implantar tais métodos sem uma proposta focando o aprendizado. Outras medidas, já velhas conhecidas, mas que nem sempre acontecem também podem ser tomadas como: menos alunos na sala de aula, melhor remuneração para os professores, capacitação dos professores, entre outras. Precisa-se na verdade deixar de levar em conta as demandas políticas, que provocam constantes mudanças e consequentemente prejudicam os alunos, pois acaba não havendo uma continuidade no trabalho que está sendo implementado.


terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Ciclos de Formação: uma proposta inovadora



Vários estudos têm discutido as questões relativas ao delineamento e às implicações das propostas de ciclos. Andréa Krug em seu livro: Ciclos de Formação: uma proposta transformadora, resgata esse tema utilizando como exemplo a experiência da Secretaria Municipal de Porto Alegre com os Ciclos de Formação, fornecendo elementos para o debate que se instala frente a essa questão.
Os Ciclos de Formação compreendem o ser humano em desenvolvimento pleno e constante, desenvolvimento este capaz de ser provocado pelas mediações adequadas, independentemente da idade em que se encontre e com o acesso ao currículo flexível e relacionado às suas reais necessidades e sem as rupturas provocadas por reprovações.
Em tese o que temos é que as crianças aprendem melhor quando frequentam turmas onde os seus colegas têm idade aproximada. Neste sentido, alguns pesquisadores do desenvolvimento humano, tais como Piaget, Vygotsky e Wallon, indicam a idade como fator importante para compreensão e promoção da aprendizagem humana. A base então da enturmação dos educandos ocorre com referência na idade e, a partir disto, o processo de escolarização busca contribuir com o desenvolvimento integral do estudante, a partir de atividades que consideram a heterogeneidade da turma.
A região Sul, adaptou um conceito russo, a partir de Pistrak¹, com o planejamento de ensino por "Complexos", além também de conceitos de Freire, onde  rompe-se com a hierarquia dominante, havendo uma liberdade maior, além da concepção da aprendizagem e do conhecimento ser construída entre o sujeito e a sua realidade.
A escola precisa oportunizar o exercício da diferença, no sentido de possibilitar a todo educando a possibilidade de ensinar aos demais algo que ele já saiba, provocando diferentes ambientes de aprendizagem, relacionados a diferentes temas e áreas do desenvolvimento humano, atendendo, assim, as necessidades e peculiaridades de cada um em suas experiências.
Ciclar a escola é ciclar as atitudes docentes. É planejar as atividades em coletivos de ciclos e não mais como no sistema seriado, ano a ano. É entender que homogeneidade não existe. É constatar que a realidade é complexa e só tem a contribuir com todo o currículo. É inclusão. É aprendizagem. É trabalho coletivo. É avaliação como um mecanismo democrático.






¹ O sistema de complexo temático foi desenvolvido por Pistrak (2000), educador russo que defendia à Revolução Socialista e propunha a organização do trabalho pedagógico através de um sistema que garante uma compreensão da realidade atual de acordo com o método dialético pelo qual se estudariam os fenômenos ou temas articulados entre si e com nexos com a realidade mais geral, numa interdependência transformadora. O complexo, segundo Pistrak, deveria estar embasado no plano social, permitindo aos estudantes, além da percepção crítica real, uma intervenção ativa na sociedade, com seus problemas, interesses, objetivos e ideais.

KRUG, Andréa (2001). Ciclos de Formação: uma proposta transformadora. 2 ed. Porto Alegre: Mediação, p.17-51.
PISTRAK, Fundamentos da Escola do Trabalho.São Paulo: Expressão Popular. 2000.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Ciclos de Formação: uma nova escola é necessária e possível.

A série de publicações intitulada Ciclos em Revista é publicada com a coordenação de Andréa Fetzner, reunindo estudiosos da escola em ciclos, especialmente do centro-sul do país. Divulga os referenciais e as práticas que orientam uma perspectiva não-seriada da educação escolar.
Com quatro volumes em circulação, vem enfatizando alguns dos fundamentos da escolarização organizada em ciclos.
v. 1: A construção de uma outra escola possível, 2007, 128p.


v. 2: Implicações curriculares de uma escola não-seriada, 2007, 148p.


v. 3: A aprendizagem em diálogo com as diferenças, 2008, 147p.


v. 4: Avaliação: desejos, vozes, diálogos e processos, 2008, 252p.


O primeiro volume registra o II Encontro Nacional das Escolas em Ciclos, ocorrido em Mesquita, no estado do Rio de Janeiro, em 2006, incorporando algumas contribuições dos conferencistas e convidados. Um deles, foi o Jose Clovis de Azevedo (Professor Doutor em Educação, foi secretário de Educação de Porto Alegre <1997/2000>, Reitor da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul <2001/2003> e atualmente é professor da cadeira de Currículo e Cultura e Assessor de Pesquisa do Centro Universitário Metodista - IPA, de Porto Alegre).
Azevedo (2007) defende as políticas de ciclos como as mais adequadas aos desafios contemporâneos da inclusão escolar. Segundo ele, "a instituição escola, produto desta forma de organização [do trabalho fabril fordista-taylorista] é incapaz de absorver a teoria e as práticas que constituem os achados da ciência da educação no campo da aprendizagem escolar" (p. 17). A política de ciclos viria, portanto, alterar a organização da escola, de forma que se aproprie de tais teorias e práticas. E alguns fundamentos são essenciais como a democratização do acesso ao conhecimento, que garante assim a aprendizagem para todos, a autonomia, a superação do sistema seriado, construindo uma nova estrutura de espaços e tempos que respeitem as fases de desenvolvimento, superando a questão homogeneizadora do ensino, mecanismos que possibilitem a participação e a gestão democrática, a interdisciplinalidade, a avaliação focando na questão da aprendizagem contínua e não mais utilizada com o intuito de classificar, excluir e utilizada como instrumento de poder.
A série Ciclos em Revista, portanto, contribui para o debate das políticas de ciclos no Brasil, pois oferece aos leitores diferentes perspectivas de análise, possibilitando o entendimento do que se trata a organização em ciclos.

 

AZEVEDO, José Clóvis de. Ciclos de Formação: uma nova escola é necessária e possível. Ciclos em Revista, v. 1, p. 13-30, 2007.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

O Curioso Caso de Benjamin Button



Sinopse: Drama baseado no clássico romance homônimo escrito por F. Scott Fitzgerald nos anos de 1920, que conta a história de Benjamin Button, um homem que misteriosamente começa a rejuvenescer e passa a sofrer as bizarras consequências do fenômeno. Button, estranhamente, chega aos seus 80 e poucos anos - na New Orleans de 1918, quando a Primeira Guerra está chegando ao fim - e a partir disso começa a ficar mais jovem. Ainda que a cronologia do tempo segue normalmente e ele invada os anos do século 21.

Título Filme: The Curious Case Of Benjamin Button
Título Traduzido: O Curioso Caso de Benjamin Button
Gênero: Drama
Direção – David Fincher
Roteiro – Eric Roth com base no conto homônimo de Francis Scott Fitzgerald
Produção – Kathleen Kennedy, Frank Marshall e Ceán Chaffin
Fotografia – Claudio Miranda
Trilha Sonora – Alexandre Desplat
Edição – Kirk Baxter, Anges Well
Elenco – Brad Pitt (Benjamin Button), Cate Blanchett (Daisy), Jason Fleming (Thomas Button), Elias Koteas (sr. Bolo), Tilde Swinton (Nadadora), Jared Harris ( Capitão Mike), Taraji P. Henson (Queenie), Elle Faning (Daisy aos seis anos)
Duração: 166 min
Ano de Lançamento: 2008
Tamanho: 800 Mb
Formato: Avi
Qualidade: Dvdrip
Idioma: Inglês / Português




sábado, 26 de dezembro de 2009

Pesquisa - A Implementação dos Ciclos nas Escolas




Com o intuito de entender melhor a implementação dos Ciclos, fiz uma pesquisa/entrevista com a pedagoga Regiane, da Escola Municipal Santa Terezinha, localizada em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, onde debatemos sobre algumas questões referentes ao tema em questão. Confira os pontos principais dessa entrevista.





A entrevista nos dá margem para algumas discussões e questionamentos.
Afinal, o que temos nas nossas escolas realmente pode ser considerado como Ciclo?
Com certeza, o sistema de ciclos traz novos problemas para a escola e pede novos modos de atuação (dos gestores das redes de ensino quanto dos profissionais da educação).
A implementação dos Ciclos, muitas vezes é feita sem a necessária adesão dos professores. Como a entrevista acima deixa claro: "Infelizmente, por razões diversas, os princípios da proposta de Ciclo não são respeitados." e “Acredito que a não compreensão das famílias e de alguns profissionais quanto aos princípios da proposta de Ciclo, acarretaram prejuízos quanto ao processo proposto. Superar isso é nosso maior desafio.”
Assim, com grande frequência ela não é acompanhada de medidas que favoreçam o trabalho coletivo do professor, que possibilitem o desenvolvimento de estratégias de supervisão e acompanhamento dos professores, bem como de apoio a seu trabalho. Muitas vezes, os ciclos são implantados apenas como uma solução para diminuição das taxas de reprovação, sem uma preocupação efetiva com a aprendizagem.
“Infelizmente, por razões diversas, os princípios da proposta de Ciclo não são respeitados. A saber: número de alunos por turma, a permanência do aluno com o mesmo grupo e professor, assim como uma prática pedagógica condizente com os princípios sócio-interacionista.”
O princípio da progressão continuada pode também, se mal concebido e mal aplicado, resultar numa ausência de compromisso com o desenvolvimento sistemático de habilidades e conhecimentos.
Na entrevista fala-se em aprovação automática e não progressão continuada.
“Apesar de pelo senso comum, a possibilidade de Aprovação Automática, ter sido o maior entrave, este apenas reforçou o desinteresse das famílias.”
Os dois instrumentos são distintos, mas são ainda confundidos por muitos. A promoção automática não foi bem aplicada e  passou a ser identificada com o avanço que não leva em conta a avaliação da aprendizagem. A expressão progressão continuada foi adotada pelos ciclos. Nele o educando tem tempo maior do que o ano letivo para aprender e recebe reforço quando suas dificuldades são detectadas. Assim, respeita-se o ritmo de cada educando.
Muitos dos problemas que atribuímos aos ciclos talvez residam  em sua implementação, já que muda-se o modo de organização escolar, mas não se criam mecanismos para o trabalho coletivo que poderia diagnosticar os problemas de ensino-aprendizagem; não se altera e nem se reorganiza procedimentos de ensino que se mostram inadequados para os alunos em dificuldade, e outros tantos procedimentos para a sua implementação de forma correta e com funcionalidade.
Apesar desses problemas de implementação, pode-se perceber importância da organização em ciclos para a ampliação das possibilidades de aprendizagem dos alunos.
O que deveríamos ter é uma reorganização da escola, a redefinição dos currículos e dos programas escolares, formação dos docentes e outras tantas medidas que garantam que os ciclos sejam bem aplicados e assim possam contribuir para a melhoria da aprendizagem.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal!


Feliz Natal!

"A melhor mensagem de Natal é aquela que sai em silêncio de nossos corações e aquece com ternura os corações daqueles que nos acompanham em nossa caminhada pela vida"


sábado, 19 de dezembro de 2009

Avaliação Escolar - Mocinha ou Vilã?

A avaliação é fator significativo no processo de ensino aprendizagem. Porém, tem sido um dos aspectos mais problemáticos na prática pedagógica, sendo na atualidade amplamente discutida, buscando-se uma redefinição e um resignificado para seu papel. A avaliação, na maioria das escolas brasileiras, ainda está fundamentada em princípios autoritários, tradicionais e classificatórios. E é esse tipo de avaliação que está em questionamento, buscando-se assim um novo paradigma. Afinal, a avaliação escolar é mocinha ou vilã? Leia o artigo e descubra!

*Artigo: Avaliação Escolar - Mocinha ou Vilã?
Simone Marta - Graduanda do curso de Pedagogia na UERJ 

A prática educativa então está direcionada para a chamada pedagogia do exame, segundo Luckesi (2006). E o processo de ensino/aprendizagem acaba por ficar em segundo plano. Todos (sistema de ensino, pais, professores, estudantes) se centram apenas na promoção, priorizando a nota e não importando “como elas foram obtidas nem por quais caminhos” (LUCKESI, 2006, p.18).




*LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. 18ª ed. São Paulo: Cortez, 2006. 180p.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Avaliação formativa - rabiscando sobre o assunto


* Clique na imagem para vê-la no tamanho original

A prática da avaliação só será possível na medida em que o foco esteja no aprendizado dos educandos.

A avaliação formativa é aquela que se realiza durante o período letivo, tendo como objetivo verificar os resultados da aprendizagem durante o desenvolvimento das atividades escolares. É principalmente através da avaliação formativa que o aluno conhece seus erros e acertos, orientando aluno e professor quanto ao seu estudo e trabalho respectivamente.

Fernandes (2005) caracteriza a avaliação formativa, a partir das características descritas abaixo:
*Ativam os processos mais complexos do pensamento (Ex. analisar, sintetizar, avaliar, relacionar, integrar, selecionar);
*As tarefas refletem uma estreita relação e a avaliação é deliberadamente organizada para proporcionar um feedback inteligente e de elevada qualidade tendo em vista melhorar as aprendizagens dos alunos;
*O feedback é determinante para ativar os processos cognitivos e metacognitivos dos alunos, que, por sua vez, regulam e controlam os processos de aprendizagem, assim como para melhorar a sua motivação e auto-estima;
*A natureza da interação e da comunicação entre professores e alunos é absolutamente central porque os professores têm de estabelecer pontes entre o que se considera ser importante aprender e o complexo mundo do aluno;
*Os alunos são deliberados, ativa e sistematicamente envolvidos no processo de ensino-aprendizagem, responsabilizando-se pelas suas aprendizagens e tendo amplas oportunidades para elaborarem as suas respostas e para partilharem o que, e como, compreenderam;
*As tarefas propostas aos alunos que, desejavelmente, são simultaneamente de ensino, de avaliação e de aprendizagem, são criteriosamente selecionadas e diversificadas, representam os domínios estruturantes entre as didáticas específicas das disciplinas, que se constituem como elementos de referência indispensáveis, e a avaliação, que tem um papel relevante na regulação dos processos de aprendizagem;
*O ambiente de avaliação das salas de aula induz uma cultura positiva de sucesso baseada no princípio de que todos os alunos podem aprender. (p. 68-69)

O aluno é agente ativo nesse processo. E cabe a ele algumas responsabilidades para que esse processo ocorra de modo satisfatório. Participando dos processos de aprendizagem, utilizando os instrumentos de avaliação, como uma forma de perceberem como seus conhecimentos estão sendo construídos, realizando todas as atividades que lhes forem propostas, demonstrando interesse e buscando novas atividades, por iniciativa própria, que levem à aprendizagem. Eles precisam, também, utilizar o feedback oferecido pelo professor e regular suas aprendizagens por intermédio da análise de seus processos cognitivos e metacognitivos. Os alunos precisam, ainda, conduzir processos de auto-avaliação e serem autores de sua própria aprendizagem, demonstrando iniciativa e autonomia.

Professores e alunos são responsáveis pelo bom andamento do processo de ensino-aprendizagem. O professor possui um papel preponderante no que tange à organização dos processos e à distribuição do feedback. Já os alunos devem ter uma atuação efetiva nos processos, que se referem à auto-regulação das suas aprendizagens.
Referências

FERNANDES, Domingos. Para uma teoria da avaliação formativa. Rev. Port. de Educação, 2005, vol.19, no.2, p.21-50. ISSN 0871-9187.
 
LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendizagem escolar. 4. ed. São Paulo : Cortez, 1996. 

 
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